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🧭 Missão: como o MBL converteu frustração política em projeto institucional

Renan Santos segurando bandeira do Partido Missão durante evento de lançamento

Você pode até não gostar do MBL. Ainda assim, uma coisa é certa: eles entenderam o jogo. E agora resolveram jogá-lo com as próprias regras.

Após anos tentando disputar eleições em partidos alheios, o grupo liderado por Renan Santos, Kim Kataguiri e aliados parte para um novo capítulo: a criação do Partido Missão 🟠.

Diferentemente de muitas siglas oportunistas, essa legenda já nasce com militância, quadros políticos, estrutura digital e um projeto nacional.


📍 Quando a frustração vira tese e depois partido

Em um dos meus primeiros textos aqui no blog, comentei sobre a tentativa frustrada de Kim Kataguiri de disputar a prefeitura de São Paulo pelo União Brasil.
Na ocasião, escrevi:

“Sem o comando partidário, a força eleitoral se dissolve.”
🔗 Leia aqui a análise original

Portanto, o que era apenas uma crítica virou diagnóstico. E o diagnóstico agora virou estrutura.


🎙️ Participação no Direto ao Ponto: bastidores de uma decisão

Tive a oportunidade de participar da bancada do programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, apresentado por Evandro Cini, em que Renan Santos foi o entrevistado.
Durante a conversa, ele deixou claro que a fundação do partido visa garantir autonomia real a seus quadros. Referindo-se a Kim, ele chegou a dizer:

“Fizemos esse partido para o japonês ser candidato ao que ele quiser.”

Essa frase, ainda que informal, sintetiza a lógica por trás do Missão: construir uma estrutura própria para disputar o jogo eleitoral com liberdade estratégica.


📊 Assinaturas validadas: base nacional sólida

O TSE validou mais de 547 mil assinaturas, com presença confirmada em todos os estados do país.
Ou seja, o partido já nasce com espalhamento real e não apenas virtual.

Os maiores colégios de apoio foram:

  • São Paulo 🏙️ – 229.385 assinaturas
  • Rio de Janeiro – 67.354
  • Pernambuco – 42.384
  • Minas Gerais – 38.992
  • Bahia – 30.066

Dessa forma, os números demonstram que o Missão tem base orgânica onde a política realmente acontece.


⚡ Eles já testaram sua força mesmo sem partido próprio

Em 2020, Arthur do Val foi candidato à prefeitura de São Paulo pelo Patriota, partido que apenas cedeu legenda ao MBL.
Mesmo sem fundo partidário nem tempo de TV, ele obteve 522.210 votos ficando com 9,78% dos votos válidos, superando inclusive o candidato do PT.

Além disso, três vereadores vinculados ao grupo foram eleitos na capital paulista.
Logo, o MBL já transformava narrativa em voto mesmo improvisando estrutura.


👥 Quem são os nomes do Missão?

🧠 Kim Kataguiri
Deputado federal combativo, com presença firme no debate público, especialmente em temas ligados ao liberalismo, economia e controle de gastos.

🎙️ Cristiano Beraldo
Comentarista da Jovem Pan, analista articulado e nome em ascensão. Internamente, já é cogitado como pré-candidato à Presidência pelo Missão.

🏛️ Amanda Vettorazzo
Hoje vereadora em São Paulo, eleita em 2024. Com atuação técnica, presença digital e perfil renovador, representa a nova geração da direita paulista.

🎤 Arthur do Val
Influente e polêmico, ainda inelegível no momento, mas segue ativo nos bastidores do grupo e pode retomar protagonismo se recuperar seus direitos políticos.


🏁 O que falta para o Missão disputar 2026?

Para participar efetivamente das eleições, o Missão ainda precisa:

  1. Formalizar diretórios em ao menos 9 estados;
  2. Receber parecer favorável do Ministério Público Eleitoral;
  3. Enviar estatuto e direção nacional ao TSE;
  4. Ter o registro aprovado em plenário algo previsto para ocorrer até outubro de 2025.

Caso tudo isso se concretize, o partido terá número próprio, tempo de TV e acesso ao fundo partidário.


✅ Conclusão

A Missão é, sem dúvida, um dos projetos políticos mais organizados em fase de fundação no Brasil.
Em contraste com outras legendas oportunistas, ele se destaca por ter:

✅ Base real
✅ Narrativa consolidada
✅ Lideranças conhecidas
✅ Estratégia clara

Se eleger deputados federais em 2026, entra para o jogo de verdade.
Caso contrário, terá sido apenas mais um alerta de que intenção, sozinha, não basta.

Entretanto, um ponto é incontestável: o Missão é legítimo. E já está em marcha.


🔗 Continue lendo:

📄 Kim Kataguiri e a importância do comando partidário – relembre aqui
📺 Assista à participação no Direto ao Ponto com Renan Santos

Especialista em marketing político e organização partidária, Elias faz análises e discute o cenário político atual. Natural de São Paulo, o cientista político Elias Tavares, 38 anos, tem se consolidado como um dos principais nomes na área de análise política, gerando debates fundamentais sobre o cenário político nacional e local. Além de comentarista, Elias também atua com marketing político e organização partidária, ajudando a moldar a imagem pública e a mensagem das campanhas. “A comunicação é a peça-chave para conquistar a confiança do eleitorado. Cada detalhe conta, desde o discurso até a forma como ele é transmitido,” afirma. Com uma carreira marcada por análises especializadas em dinâmicas eleitorais, Elias aplica seu conhecimento tanto na teoria quanto na prática. Ele se destaca pela habilidade de criar estratégias eficazes para candidatos e partidos, garantindo que suas mensagens alcancem o público-alvo. Atualmente, o principal foco do especialista são as eleições municipais, que vão eleger prefeitos e vereadores. “As eleições municipais impactam o cotidiano dos cidadãos. É essencial que os eleitores estejam bem informados sobre as propostas e a trajetória dos candidatos,” ressalta Tavares. Sua atuação não se restringe ao período eleitoral. Elias já atuou na campanha de políticos eleitos, além de participar de seminários e conferências como palestrante. “Estamos vivendo um momento de grande transformação política. É fundamental que todos estejamos engajados e informados sobre o que está acontecendo ao nosso redor,” conclui.

2 comments

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Victor Sandes

Texto excelente, só uma resalva, o certo a se falar é a Missão

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Elias Tavares

Valeu, corrigido!

Os comentários estão fechados.

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